25 de abril de 2009
O 25 de Abril

No dia 24 de Abril, ouvimos a História “O Tesouro” de Manuel António Pina. Aqui fica a história recontada pelos alunos.
O Tesouro
Há muitos anos atrás, umas pessoas que viviam num país longínquo, perderam um tesouro. Esse país ficou triste e as pessoas que viviam nesse país não eram felizes. Falavam baixinho, eram vigiadas por polícias, não podiam ver televisão, nem ouvir música, nem ler livros, nem beber Coca-Cola.
Quando saíam à rua andavam rápido, não falavam com ninguém, iam logo para as suas casas e trancavam as portas e as janelas.
Os visitantes que por lá passavam não percebiam porque as pessoas andavam tão tristes. As pessoas contavam as razões porque eram tristes e os visitantes perguntavam porque não escolhiam outro presidente e ficavam espantados porque as pessoas diziam que não podiam votar.
As mulheres choravam na hora da partida porque os seus maridos tinham de ir para a guerra. Alguns morriam, outros voltavam loucos e outros estropiados.
Cansados de tanta tristeza, resolveram fazer uma revolução, a revolução dos cravos, onde os militares das forças armadas saíram à rua em manifestação, com cravos na espingarda e foi graças a eles que nós temos liberdade, que vivemos numa democracia e não numa ditadura.
Os alunos do 1º ano também recontaram a história, em imagens...
Curiosidades sobre o 25 de Abril
Sabias que o golpe de estado do 25 de Abril de 1974 ficou conhecido para sempre como a "Revolução dos Cravos"?
Diz-se que foi uma revolução porque a política do nosso País se alterou completamente.
Mas como não houve a violência habitual das revoluções (manchada de sangue inocente), o povo ofereceu flores (cravos) aos militares que os puseram nos canos das armas.
Em vez de balas, que matam, havia flores por todo o lado, significando o renascer da vida e a mudança!
Sabias que em Portugal a escola só era obrigatória até à 4ª classe? Era complicado continuar a estudar depois disso. E sabias que os professores podiam dar castigos mais severos aos seus alunos?
Todos os homens eram obrigados a ir à tropa (na altura estava a acontecer a Guerra Colonial) e a censura, conhecida como "lápis azul", é que escolhia o que as pessoas liam, viam e ouviam nos jornais, na rádio e na televisão.
Na escola, as meninas e os meninos não podiam brincar juntos, nem andar na mesma turma.
Eram separados por muros para não se falarem.
Pesquisa efectuada pelos alunos do 4º ano
25 de Abril
Antes do dia 25 de Abril de 1974, o nosso país vivia mergulhado na tristeza e no medo. Durante mais de 40 anos, quem governou Portugal até esse dia foi Salazar e, logo a seguir, Marcelo Caetano. Foi a ditadura. Não havia democracia, não se realizavam eleições livres e ficavam sempre os mesmos a mandar. As pessoas não tinham liberdade para dizer o que pensavam sobre o governo. Havia a PIDE, uma polícia política que vigiava, prendia e torturava quem tivesse ideias contrárias às do governo.
Com o 25 de Abril, mudou muita coisa no nosso país: acabou a ditadura e começou a democracia. O povo português passou a ter liberdade porque aconteceu uma revolução, a Revolução dos Cravos. O povo saiu à rua para comemorar a festa da Democracia, com os soldados que nos libertaram da Ditadura. Toda a gente se abraçava. Os soldados colocaram cravos nos canos das suas espingardas, simbolizando uma mudança pacífica de regime. Muitos distribuíam cravos vermelhos. As pessoas gritavam «O POVO, UNIDO, JAMAIS SERÁ VENCIDO».
19 de abril de 2009
Semana da Leitura
Semana da Leitura
Para comemorarmos a semana da leitura, no dia 12 de Abril fomos à Biblioteca da EB2,3 Abel Salazar conhecer o escritor José Fanha.
Ele era um senhor com ar simpático, tinha alguma barriga, cabelo despenteado e grisalho, tinha um grande bigode e até parecia que queria concorrer a um concurso de bigodes. Tinha uma voz com grande entoação, parecia um actor de teatro. Fazia muitos gestos e ficámos entusiasmados a ouvi-lo. Tem 58 anos, nasceu no dia 19 de Fevereiro de 1951.
A vida do escritor mudou muito cedo, tinha ele dois anos de idade quando os pais se divorciaram e ele foi para casa de uma avó muito especial. Essa avó lia muito para ele e foi nessa altura que ganhou o gosto pela leitura.
Quando era criança não gostava do Natal porque os tios davam-lhe pistolas, carros, bolas e o que ele mais queria era um livro porque a sua paixão era ler.
Tem três filhos, o João de 29 anos e duas filhas adoptivas, a Matilde de 12 anos e a Sara de 13 anos.
Em casa dele só se vê televisão e só se liga o computador ao fim de semana, excepto nos dias em que necessitam fazer trabalhos escolares. A maioria dos dias são passados a ler, a jogar xadrez, às damas ou outros jogos, como por exemplo, o Uno.
Gosta muito de poesia e de ler para as crianças livros como por exemplo, "A mulher esqueleto", "A ilha do tesouro" e "O gato que ensina a gaivota a voar". Estas foram as histórias que ele nos contou e eram muito divertidas. José Fanha gosta muito de falar… em poesia e brincar com as palavras.
"Estou diferente, estou diferente,
mais para trás e mais para a frente."
Ele é muito simpático e gostamos muito de o conhecer.
4º ano
6 de abril de 2009
Uns dias no silêncio...
Luísa Ducla Soares
Estivemos uns dias ausentes pois a internet na escola está avariada. Temos muitas novidades que aos poucos publicaremos aqui no blogue. Aguardem os nossos trabalhos.







